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Siderúrgicas Tentam Elevar Seus Preços
em 7/1/2009
Valor Online - 07/01/2009 Num sinal prematuro de que alguns preços siderúrgicos podem ter chegado a seu piso, fabricantes de aço nos Estados Unidos, China e outros países estão experimentando fazer anúncios de altas para certos produtos e reabrindo um punhado de usinas que haviam sido fechadas por causa da baixa demanda alguns meses atrás.
Ainda não está claro se os aumentos vão vingar. Os fornecedores de aço costumam anunciar altas de preço ou sobretaxas especiais mas voltam atrás quando clientes regateiam ou quando a concorrência não faz o mesmo. Também não está claro se as altas refletem aumento na demanda ou redução nos estoques. Em dificuldades, montadoras, empreiteiras e fabricantes de eletrodomésticos e equipamentos reduziram suas compras de aço. A maioria das usinas que fecharam nos últimos meses continua desligada e muitas ao redor do mundo estão operando a menos de 50% de sua capacidade. Mas as siderúrgicas deram sinais de estar cautelosamente otimistas de que há demanda suficiente para sustentar aumentos de preços em algumas partes do mundo. A Allegheny Technologies Inc., com sede nos EUA, informou que aumentaria em 55% suas sobretaxas em aços elétricos em fevereiro, para US$ 321 a tonelada curta. (Uma tonelada curta é cerca de 907 quilos.) As sobretaxas são aplicadas sobre preços base, geralmente para compensar custos com matéria-prima, e podem variar mensalmente. A também americana AK Steel Holding Corp. informou que está aumentando de US$ 10 para US$ 165 por tonelada curta a sobretaxa para pedidos de aço elétrico despachados em fevereiro. A ArcelorMittal, que exibe a maior produção de aço do mundo, disse que vai reabrir sua usina de fios e cabos de aço no Estado americano da Carolina do Sul na próxima terça-feira. A companhia, que tem sede em Luxemburgo, fechou a maior parte da usina em dezembro, demitindo 300 funcionários, sob alegação de fraca demanda e preços baixos. Na China, várias siderúrgicas anunciaram altas de preços de 5% a 25% para vários produtos. A Baosteel Group Co. e a Anshan Iron & Steel Group Corp. informaram que vão aumentar seus preços para aço laminado a quente, um produto básico que é transformado para vários fins. A Baosteel também afirmou que vai aumentar a produção de algumas de suas usinas. Na Turquia, o preço de laminados a quente fabricados no país vai subir cerca de 4,5% este mês, para US$ 460 a tonelada, porque a demanda na construção civil começou a retornar. Executivos do setor no Japão disseram ontem que prevêem um início de recuperação do aço em meados do ano, conforme os estoques caiam e as siderúrgicas reduzam a produção. A siderurgia é um dos termômetros da economia mundial porque o metal é usado para uma infinidade de produtos, de eletrodomésticos a pontes. As altas propostas e as reaberturas isoladas de fábricas indicam que partes da base industrial mundial pode estar menos anêmica. Analistas de siderurgia, notando que o mercado continua fraco, em geral, disseram que as altas propostas podem ser reflexo de uma queda de estoques, em vez de alta da demanda. "A demanda de aço provavelmente vai continuar fraca em 2009", segundo a Moody"s Investor Service. "Esperamos que o ritmo de movimento para baixo se reduza e que um nível de estabilidade ocorra no segundo semestre." As siderúrgicas americanas estão apostando no plano de estímulo do governo do presidente eleito Barack Obama para alimentar a demanda por projetos de infra-estrutura, embora isso possa levar um ano para beneficiar fabricantes de aço. Certos países europeus estão mais distantes de uma possível recuperação, disseram analistas. Usinas alemãs, ucranianas e polonesas ainda estão cortando produção e demitindo trabalhadores para alinhar a produção à demanda. Veja mais...
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