O Melhor do Brasil é o Brasileiro
em 1/7/2004

São Paulo, julho de 2004

Inspirada na obra de Câmara Cascudo, a frase "O Melhor do Brasil é o Brasileiro" simboliza movimento lançado pela ABA - Associação Brasileira de Anunciantes e dirigido a toda a Nação com o objetivo de resgatar os níveis de auto-estima do brasileiro, que estão em baixa, e, nesse empuxo, aumentar seu patamar histórico, que nunca foi muito elevado (com raras exceções, como em momentos de grandes conquistas esportivas).

A iniciativa visa inspirar e motivar toda a sociedade civil, o universo empresarial, os veículos de comunicação e as diversas instâncias públicas a desenvolverem esforços pró auto-estima do brasileiro - dentro de seus recursos, responsabilidades e escopo de atuação.

Três atividades formam o núcleo da estratégia de ação dessa iniciativa:
1. A campanha "Eu sou brasileiro e não desisto nunca".
2. O evento de lançamento do movimento, com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
3. O trabalho de incentivo para que empresas, veículos de comunicação e organizações públicas e privadas se engajem no movimento.

Campanha publicitária

Desenvolvida voluntariamente pela Lew,Lara (agência que atende à conta institucional da ABA) a campanha "Eu sou brasileiro e não desisto nunca" inicia na prática o movimento pró auto-estima de nossa população, seguindo a perspectiva de que o primeiro passo desse esforço é o de conscientizar, despertar e incentivar o sentimento de orgulho e satisfação nas pessoas a respeito de suas próprias realizações e potencialidades, bem como destacar o efeito de suas atitudes e ações para sua auto-realização individual e para o futuro do Brasil.

A campanha tem foco nos exemplos individuais de persistência, criatividade, superação de adversidades e vitória de personalidades célebres e de pessoas comuns, que servem como inspiração para o cidadão brasileiro desenvolver sua própria auto-estima, ou seja: acreditar mais e gostar mais de si próprio e perceber-se como agente ativo para a melhoria de sua vida e da vida do seu País.

Fundamentam a campanha pesquisas como a realizada pelo Sebrae, em 2002, que identificou a baixa auto-estima e a valorização apenas do que vem de fora como os maiores problemas e os principais pontos fracos do nosso povo. Outra fonte foi o Latinobarômetro, que fez estudo onde se constatou que o brasileiro é o povo com a mais baixa auto-estima de toda a América Latina: apenas 4% dos brasileiros declararam ter muita confiança em seus compatriotas, contra 36% dos uruguaios e 21% dos colombianos, por exemplo (mais detalhes ao final deste documento).

A campanha publicitária tem uma forte carga emocional, com o uso da música "Tente outra vez" (de Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta) e das histórias individuais de sucesso e superação do jogador Ronaldo Nazario de Lima; do músico Herbert Vianna; de Roberto Carlos Ramos (menino de rua, que fugiu varias vezes da Febem, foi adotado por uma professora francesa, reabilitou-se, formou-se em pedagogia e hoje cuida de 12 crianças); e de Maria José Bezerra (moça pobre de Recife, que fugiu de casa com a mãe para evitar a violência paterna, sem nenhum recurso conseguiu se formar em história, ficou cega de um olho e, apesar da grave doença de lupus, reverteu a cegueira, conseguiu fazer mestrado e, agora, doutorado).

Quatro comerciais de televisão, anúncios para jornais e revistas, outdoor, spots de rádio e peças de mídia interativa constituem o núcleo inicial da campanha, totalmente produzida e veiculada de forma gratuita.

Para isso contribuíram, além da agência e das produtoras envolvidas, inúmeros profissionais, as personalidades destacadas na campanha e os titulares dos diversos direitos autorais empregados, inclusive os direitos de uso de imagens e obras.

A veiculação da campanha também se dará em bases absolutamente voluntárias, com o suporte de entidades como a ABERT, AESP e GPR (rádio e televisão), ANJ (jornais), ANER (revistas), AMI (mídia interativa) e Central de Outdoor e Fenapex (mídia exterior). Os principais grupos nacionais da área de mídia - como Globo, Abril, OESP, SBT, Record, Três e Bandeirantes - já se comprometeram a veicular as peças, por recomendação de suas associações e pela crença na necessidade e validade do esforço.

Evento de lançamento

Realizado na manhã de 19 de julho, em São Paulo, com a presença do presidente da República, cinco ministros e outros importantes dirigentes públicos, presidentes e diretores de grandes empresas anunciantes, líderes do mercado publicitário e dos veículos de comunicação, a imprensa e representantes de organizações da sociedade civil, o evento foi o ponto de partida do movimento de mobilização nacional em prol da valorização da auto-estima do brasileiro.

A diretoria da ABA conclamou o público presente, basicamente constituído por líderes e formadores de opinião, ao engajamento no movimento de auto-estima; ao mesmo tempo em que exibiu a campanha voluntária que começa a ser veiculada e alguns exemplos de desdobramento em peças de comunicação de empresas públicas e privadas.

Desenvolvimento e multiplicação do esforço

No evento apresentou-se o selo "O melhor do Brasil é o brasileiro", que poderá ser aplicado em todas as peças de comunicação internas e externas e nas embalagens dos produtos das empresas que aderirem ao movimento de forma espontânea e voluntária. Um folder de aplicação com um manual mostrando as principais possibilidades dessa utilização foi distribuído.

Os principais grupos de comunicação do País, jornalistas e formadores de opinião estão sendo instados a desenvolver o tema da auto-estima sob sua própria ótica e visão.

Da mesma forma, as maiores empresas anunciantes brasileiras estão sendo convocadas pela ABA a desenvolverem esforços individuais no mesmo sentido, inclusive usando seus próprios casos - bem como de seus dirigentes e colaboradores - de persistência, criatividade, superação de adversidades e vitória.

Diversas organizações líderes já estão engajadas nesse esforço, seguindo o exemplo das empresas controladas pelo Governo Federal, que estarão empenhadas em contribuir com o movimento usando seus próprios recursos e da forma de sua própria escolha.

A convicção da ABA, da Lew Lara, das entidades, veículos e empresas já envolvidos, bem como do Governo Federal, entusiasta e colaborador de primeira hora do movimento, incluindo o próprio presidente Lula, é de que a única forma desse esforço alcançar resultados efetivos e duradouros reside na sua realização pelo conjunto das forças coletivas e individuais que lideram a sociedade.

A campanha publicitária que se inicia só alcançará a plenitude de seu efeito se for, além de disseminada pelos meios de comunicação já engajados, secundada pelos esforços próprios de muitas outras organizações públicas e privadas, bem como repercutida pelos diversos gêneros de formadores de opinião do País.

Pois este não é (e nem poderia ser) um movimento de uma única instituição, empresa, grupo ou setor da sociedade brasileira. É uma missão de cada pessoa e organização que acredita que a maior riqueza do Brasil são os brasileiros e as brasileiras.


Dados de Pesquisa

A organização Latinobarômetro realiza pesquisas anuais em 17 países da América Latina. Em 2003, perguntou-se aos entrevistados se elas confiavam nas pessoas de seus próprios países. Os resultados foram os seguintes:

No Uruguay, 36% das pessoas disseram que confiavam.
No Panamá, 25%.
Na Bolívia, 21%.
No Equador, 20%.
No México, 19%.
Na Guatemala, 18%.
Em Honduras, 18%.
Na Nicarágua, 18%.
Na Argentina, 17%.
No Peru, 15%.
Na Venezuela, 13%.
Na Colômbia, 13%.
Em El Salvador, 12%.
Na Costa Rica, 11%.
No Chile, 10%.
No Paraguay, 8%.
E no Brasil, apenas 4%.


A pesquisa A Cara Brasileira, realizada pelo Sebrae em 2002, faz um ranking dos principais pontos fracos do Brasil. Eles são, em ordem decrescente de importância:
§ a falta de auto-estima, a valorização apenas do que vem de fora;
§ a falta de confiança nas autoridades e no governo;
§ um certo desprezo pela técnica;
§ a idéia da malandragem como necessidade de tirar partido de tudo, sobretudo em detrimento dos mais humildes;
§ a escassa divulgação do trabalho cultural brasileiro em todos os setores;
§ o personalismo arrogante, que se coloca acima da lei;
§ a convicção de que todo mundo engana, só para ganhar mais dinheiro;
§ a ignorância como "profissão de fé" ("se eu consegui ganhar dinheiro sem ler um livro, então...");
§ a desonestidade em nome da família e dos amigos; e
§ a falta de compromisso em relação aos acordos firmados.


Atenciosamente,

ABA

http://www.aba.com.br/omelhordobrasil/ 

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